terça-feira, 10 de agosto de 2010

Leishmaniose visceral se aproxima da capital paulista

Estudos indicam que doença se expande 30 km por ano pelo país.
Cidade de SP nunca registrou caso da doença, diz Secretaria da Saúde.

A leishmaniose visceral está se aproximando da cidade de São Paulo. Doença considerada fatal tanto para cães – o principal hospedeiro – quanto para humanos, ela é causada pelo protozoário leishmania e transmitida pela picada do inseto conhecido como mosquito-palha. A leishmaniose pode causar falência de órgãos como rins e fígado. Se não tratada, pode levar à morte em 90% dos casos.

Até 1998, segundo o veterinário Douglas Presotto, não havia nenhum registro de leishmaniose no estado de São Paulo. Mas esse quadro se alterou. “A doença está se expandindo e mudando de perfil. Antes, era concentrada na zona rural do Nordeste. Agora, está nas grandes cidades também”, observa Presotto, que é coordenador do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campinas, a 93 km de São Paulo.

Ele cita estudos feitos no Brasil que indicam que a doença se alastra cerca de 30 km por ano. Isso acontece principalmente pelo fluxo migratório de animais, como em viagens de férias. A construção de residências em áreas de mata, habitat do mosquito, também é uma das causas.

Emagrecimento evidente, febre e feridas na pele que não cicatrizam são algumas das características da doença tanto nos cães quanto nos humanos. O aumento de órgãos como fígado e baço também são característicos, mas somente médicos conseguem diagnosticar.

No caso dos cães, o crescimento exagerado das unhas é um sintoma bem evidente. “A leishmania pode se instalar na matriz das unhas, causando essa alteração”, explica o veterinário. Ressalta ainda que, uma vez infectado, nem o cão nem o ser humano conseguem se livrar da doença. A medicação faz o protozoário “hibernar”, mas não o mata.

“Qualquer alteração no sistema imunológico, como a causada por AIDS ou quimioterapia, por exemplo, pode tornar a leishmania ativa novamente”, esclarece.

Uma vez infectado com a doença, o cão deve ser sacrificado. A determinação é do Ministério da Saúde, estabelecida em 2008, e está cercada de polêmica. Douglas Presotto, do CCZ de Campinas, conta que todo veterinário que diagnosticar a doença é obrigado a informar o Centro de Controle de Zoonoses da sua cidade.

Especialistas ressaltam a importância da prevenção da leishmaniose. O veterinário Andrei Nascimento sugere que o cuidado deve começar pelo cachorro de estimação.

“O uso de uma coleira impregnada com deltametrina a 4% repele e mata o mosquito transmissor da doença”, diz. A substância não tem cheiro e não é tóxica a humanos, permitindo que o cachorro suba na cama dos donos, por exemplo. A coleira deve ser trocada a cada três meses.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

No dia 17 de Julho de 2010 o Governador do Estado Alberto Goldman VETOU(anexo) o PL 510/10. tendo como um dos fatores determinantes para tal a indicação do CRMV-SP.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Foi aprovado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo na última quarta-feira, 23/06/10, o Projeto de Lei número 510/10, de autoria do deputado estadual Feliciano Filho, que normatiza o controle da eutanásia de cães portadores de Leishmaniose Visceral Canina.

O Projeto de Lei aprovado determina que para a realização da eutanásia em cães portadores de Leishmaniose no Estado de São Paulo será obrigatória a realização de, pelo menos, dois exames para confirmar a presença do parasito que transmite a doença no animal: um sorológico e outro parasitológico ou sorológico com antígeno recombinante.


Segundo a norma aprovada, fica o Poder Público obrigado a realizar os exames comprobatórios de Leishmaniose Visceral Canina de forma gratuita, pelos órgãos competentes, ou mesmo em laboratórios particulares, devidamente credenciados na Rede Oficial do Ministério da Saúde, desde que o proprietário do animal pague os custos.

domingo, 20 de junho de 2010

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "ATIVIDADES DO NÚCLEO DE CONTROLE DE ENDEMIAS DA PR...":

Gostei do Blog, é bem legal. Dá bastante informação para as pessoas que não estão informadas sobre a tal. E é bom que aos poucos vai sendo controlada!
continue postando! Está informando muitas pessoas!
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "sexta-feira, 18 de junho de 2010

Realmente, a matança de cães nao soluciona o problema da leishmaniose. Cada um deve fazer a sua parte, cuidando de seus quintais, e claro, a prefeitura tem que fazer a parte dela também, principalmente conscientizando as pessoas. Tanto é verdade que a eutanásia nao é a solução que em Araçatuba, em 2006, centenas de cães foram mortos e o índice de leishmaniose só aumentou!! Está na hora de o Ministério da Saúde começar a repensar sobre a forma adotada para acabar com a doença!!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

DISCUSSÕES

Controle da leishmaniose causa polêmica entre veterinários e governo em Minas

O MGTV já exibiu várias reportagens sobre a leishmaniose - doença que preocupa as autoridades de saúde e provoca muita discussão. O governo determina que os cães contaminados sejam sacrificados, para controlar a transmissão para o homem.

Mas alguns especialistas defendem o tratamento, para preservar a vida principalmente dos animais de estimação.

O assunto é tão polêmico que telespectadores do MGTV nos mandaram dezenas de e-mails pedindo que o assunto fosse abordado novamente.

E é o que a gente faz nesta segunda-feira. Nossos repórteres voltaram a ouvir autoridades e especialistas. E mostram os dois lados da questão: delicada no aspecto emocional, de quem pensa nos animais, mas também importante do ponto de vista de quem precisa cuidar da saúde pública.

- O tratamento para a leishmaniose visceral canina é hoje um fato científico, conhecido nacional e internacionalmente. Nós temos diversos trabalhos publicados em muitos congressos, principalmente internacionais e um fato conhecido no exterior também que o tratamento propicia uma longevidade pro cão e propicio qualidade de vida pro cão e ele diminui drasticamente a possibilidade desse cão estar atuando como reservatório ativo como um transmissor pelo mosquito, disse o veterinário Leonardo Maciel Andrade.

A leishmaniose é transmitida pelo mosquito-palha. Ao ser picado, o cão se torna um vetor da doença. E um outro mosquito que picar o animal pode depois infectar o homem. A leishmaniose não tem cura, e tanto o Ministério da Saúde como o Ministério da Agricultura não reconhecem o tratamento existente hoje para controle da doença.

- Na verdade o tratamento não é válido. Não é preconizado porque ele não tem uma eficácia comprovada no cão. Então, ele pode estar entre aspas curado, parecendo estar curado, não tem nenhum sintoma, mas ele continua transmitindo a doença, o parasita ainda continua com ele. Ele é potencial risco a transmissão da doença, comentou a coordenadora de Zoonozes de Secretaria do Estado da Saúde, Mariana Gontijo de Brito.

Por isso, para as autoridades de saúde, não há outra solução senão o sacrifício dos cães infectados.

- Na verdade, o animal com leishmaniose, com reagente positivo de leishmaniose não tem cura pra doença. Então, ele tem que tá sendo eutanasiado por quê? Além dele não ter cura, a doença não tem cura no cão, ele torna um potência reservatório pra transmissão da doença pras pessoas ao redor que ele convive, ao redor, defende a coordenadora de Zoonozes.

Medida contestada por veterinários.

- A eutanásia indiscriminada de cães se tornou ineficiente nos últimos anos. A gente precisa reverter esse quadro e adotar novas políticas, mais modernas, mais coerentes e mais eficientes em controlar a doença tanto para o cão quanto para os humanos. E a matança indiscriminada não é eficiente, rebateu o veterinário.

Em 2003, a Universidade Federal do Rio de Janeiro desenvolveu uma vacina para prevenir a doença, que também é defendida por alguns veterinários.

- A gente tem uma experiência prática na vacina. E os trabalhos publicados tanto no Brasil quanto fora do Brasil, a eficácia dela hoje vai de 82% a 96%, contou Luiz Fernando Ferreira, clínico veterinário.

O governo considera que a vacina ainda está em fase de testes.

- Estudos que foram feitos, publicados, já dessa vacina, mostram que a eficácia é em torno de 75%. Porém, foram levantados alguns questionamentos em relação a esses próprios estudos. Precisam ter uma amostra maior de cães vacinados, numa área de transmissão mais intensa e estão sendo feitos esses estudos pra comprovar a eficácia ou não dessa vacina. Esses resultados a gente ainda não tem, disse a vice-chefe do laboratório de leishmaniose da Fiocruz, Célia Maria Ferreira Gontijo.

Veterinários também apontam outras formas de controlar a doença.

- Eu uso o repelente contra o mosquito no cachorro, tem coleiras, tem sprays e eu cuido do ambiente. Se cada um cuidar do seu jardim, da sua garagem, do seu canil, do seu quintal, tirando fezes, lixo, folhas umidade, o mosquito vai desaparecer e a leishmaniose vai desaparecer, encerra o veterinário Leonardo Andrade.

Segundo o último balanço da Secretaria Municipal de Saúde, neste ano, em Belo Horizonte, exames de sangue realizados constataram amostras positivas para a doença em 3.084 cães, que tiveram de ser sacrificados.

Na capital, até abril, foram registrados 19 casos de leishmaniose em humanos, com duas mortes.


VEJAM ESTE VIDEO


http://globominas.globo.com/GloboMinas/Noticias/MGTV/0,,MUL1596979-9033,00-CONTROLE+DA+LEISHMANIOSE+CAUSA+POLEMICA+ENTRE+VETERINARIOS+E+GOVERNO+EM+MIN.html

" Olhe no fundo dos olhos de um animal e, por um momento, troque de lugar com ele. A vida dele se tornará tão preciosa quanto a sua e você se tornará tão vulnerável quanto ele. Agora sorria, se você acredita que todos os animais merecem nosso respeito e nossa proteção, pois em determinado ponto eles são nós e nós somos eles." (Philip Ochoa)

"Jamais creia que os animais sofrem menos do que os humanos. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, pois eles não podem ajudar a si mesmos.“ (Dr.. Louis J. Camuti)

Colaboração de Tamyris Petraca - agente de endemias.

terça-feira, 15 de junho de 2010

É, realmente. Não deixa de ser uma alternativa, a eficácia tem que ser demonstrada, caso seja, que isto possa servir de exemplo a outros municípios, não é justo que o cão (ou qualquer outro animal) pague com a vida!

Tamirys Petraca - agente de endemias